Tô aqui há alguns minutos tentando escrever e nada sai...
Olhos molhados...
Daqui algumas horas o meu grande amigo-irmão está indo morar na cidade de Limeira (SP).
Um dos lados da minha moeda explode de felicidade por ele, pela Carol... e finalmente, após 7 anos de namoro, chega a hora deles ficarem juntos. O outro me faz sentir um vazio jamais sentido.
Sei que não vou estar só e que a "diretoria" segue firme e unida.
Difícil pensar o Rio sem esse cara, as minhas noites sem suas risadas, nossas músicas improvisadas, os "porres", as ressacas e o verdadeiro sentido da palavra amizade.
A vida segue...
Felicidades pra vc, irmão!!!
O meu coração vai estar ao seu lado!!!
Sempre!!!
Até breve!
Com amor,
Leleco.
domingo, janeiro 14, 2007
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Ano Novo
Na manhã que me despeço
Abre-se a porta para o poço
Nunca sei o que me espera
Na falta que faz o novo.
Experimento sonhos que invento
Nos ferimentos da minha obra
Esperança louca de sobreviver
Nesse corpo ou em qualquer outro.
E agora, mulher
De que adiantou tanto barulho
Se o silêncio sempre escondeu a minha liberdade?
O tempo não volta pra pedir razão
Permaneço imóvel na chuva
É hora de estourar champagne
E lembrar que dor de amor tem cura!
Leleco.
Abre-se a porta para o poço
Nunca sei o que me espera
Na falta que faz o novo.
Experimento sonhos que invento
Nos ferimentos da minha obra
Esperança louca de sobreviver
Nesse corpo ou em qualquer outro.
E agora, mulher
De que adiantou tanto barulho
Se o silêncio sempre escondeu a minha liberdade?
O tempo não volta pra pedir razão
Permaneço imóvel na chuva
É hora de estourar champagne
E lembrar que dor de amor tem cura!
Leleco.
terça-feira, dezembro 12, 2006
Das flores
Errei, errei de novo,
Errei melhor.
E o que não tinha mais lugar
O certo ocupa.
Ah!
Desejo e culpa
No veneno que bebo
Pra esconder entre os dentes
O que a ciência jamais saberá.
Religa em mim
Algum Deus faminto por perdão.
Tornei-me vários
E me perdi em muitos.
As cores nas flores
Ainda justificam a existência do que é.
Assim, um dia qualquer,
O ontem será amanhã
E soldados dançarão ballet.
Leleco.
Errei melhor.
E o que não tinha mais lugar
O certo ocupa.
Ah!
Desejo e culpa
No veneno que bebo
Pra esconder entre os dentes
O que a ciência jamais saberá.
Religa em mim
Algum Deus faminto por perdão.
Tornei-me vários
E me perdi em muitos.
As cores nas flores
Ainda justificam a existência do que é.
Assim, um dia qualquer,
O ontem será amanhã
E soldados dançarão ballet.
Leleco.
quarta-feira, novembro 08, 2006
Umbigo
Tantos e nenhum
Nem ela, nem eu
Lambendo o céu
Enterrado na terra
Viver num corpo assim
Inteiro ou completo.
Dentro ou fora
O espelho sabe mais de mim
O sorriso de agora
Mistura explosiva do fim.
Segundo o minuto,
No meio das gritarias
Nascem estrangeiros de outro mundo.
Brincando sem parar
De ser tudo, menos humano
O ar que está quase acabando
Pouco importa aos americanos.
Cala a boca, poeta!
Afinal, pra quê se preocupar em versos
Se somos o umbigo do Universo?
Leleco.
Nem ela, nem eu
Lambendo o céu
Enterrado na terra
Viver num corpo assim
Inteiro ou completo.
Dentro ou fora
O espelho sabe mais de mim
O sorriso de agora
Mistura explosiva do fim.
Segundo o minuto,
No meio das gritarias
Nascem estrangeiros de outro mundo.
Brincando sem parar
De ser tudo, menos humano
O ar que está quase acabando
Pouco importa aos americanos.
Cala a boca, poeta!
Afinal, pra quê se preocupar em versos
Se somos o umbigo do Universo?
Leleco.
quarta-feira, novembro 01, 2006
Fragmentos
Quem espera tá sempre sozinho
Quem não espera já tá acompanhado
Fragmentos do meu discurso amoroso
Terminam espalhados pela cama.
Derramo meus dias em você!
Quase 17.520 horas desde o primeiro beijo.
"E eu dizia: Ainda é cedo..."
Leleco.
Quem não espera já tá acompanhado
Fragmentos do meu discurso amoroso
Terminam espalhados pela cama.
Derramo meus dias em você!
Quase 17.520 horas desde o primeiro beijo.
"E eu dizia: Ainda é cedo..."
Leleco.
quinta-feira, outubro 19, 2006
Lula lá!!!
Eu quero lembrar àqueles que são da minha idade - e quero revelar aos menorzinhos -, que errar faz muito bem à saúde... desde que se aprenda. Nós aprendemos muito, aprendemos que não podemos continuar errando os mesmos erros que erramos no nosso passado político. Nunca mais os erros de 64: nunca mais a divisão.
Como cada um de nós é uma unicidade, é natural que, mesmo quando pensamos a mesma coisa, pensemos essa mesma coisa de forma diferente. Cada gêmeo, cada família, cada torcedor de um mesmo time, cada membro de uma mesma associação antifascista, cada militante de cada partido político de esquerda, por mais que tenha, com os demais, um sólido denominador comum, pensa de forma diferente a mesma coisa igual. Isso é maravilhoso, é assim que se avança: cotejando opiniões, dialogando entre companheiros, manifestando dúvidas e hesitações. Mas tem um porém: vezes há em que o combate se dualiza e o mundo se divide em duas metades: não existe terceira metade, não existe a terceira margem do rio. É lá ou cá. É este esse momento: ou cá ou lá!
Em 1964, a esquerda se dividiu em ALN, PC do B, Var-Palmares, MR8, PCR e outros: um mais à esquerda, outro menos à esquerda; um, um pouco mais ou menos à esquerda, outro menos ou mais; uma esquerda assustada, timorata e temerosa, outra, afoita, destemida e corajuda. Eram tantas divisões e dissidências, dissidências das divisões e divisões das dissidências, divisões das divisões e dissidências das dissidências, que, nós, que éramos a maioria, que éramos todos contra a ditadura mas estávamos divididos, nós fomos vencidos. Todos. Perdemos para uma ditadura sólida, que também tinha nuances, inimizades, conflitos econômicos, mas eram todos ditadores. Perdemos e pagamos caro a derrota - no espírito e no corpo. Pagamos caro.
Hoje, só eu penso como eu, só Lula pensa como Lula, só cada um de nós pensa como cada um. Mas, mesmo pensando diferente, pensamos a mesma coisa: temos que derrotar esses adversários. Não para que sejamos vencedores, - não há medalhas a distribuir, nem taças nem troféus - mas para que vença o povo brasileiro. Não por nossa causa, ou não apenas, mas pela causa dos países irmãos nossos vizinhos, pela causa dos países escravizados da África e de toda parte, globalizados, fagocitados pela potência hegemônica que dissemina a guerra inclemente e a pilhagem desavergonhada. Não por nossa causa, ou não apenas, mas pela causa dos pobres e miseráveis do mundo inteiro, inclusive dos países ricos, pois que lá também existem oprimidos, humilhados e ofendidos.
Não somos nós que radicalizamos: é a direita! Hoje, nós estamos diante de uma direita canibal - no sentido figurado, pois come as riquezas do Brasil, privatizando, privatizando, privatizando, e dizendo “Sou lobo feroz sim, porém... vegetariano!” A direita é também canibal no sentido literal, como aconteceu domingo no Leblon, quando alguns fascistas comeram um dedo de uma militante petista. E tiveram a sem-vergonhice de dizer que o comiam para que ela tivesse no corpo a marca do Lula… Foi o que disseram eles, e eu digo: se fosse necessário marcar no corpo a sua ideologia, então a direita teria que cortar, ela própria, não um dedo, mas suas cabeças vazias. Eu não quero dizer nem peço, eu não peço nem penso que devemos esquecer as diferenças que temos. Temos que vencer a direita, sim, mas temos que continuar mobilizados depois da vitória.
Para vencer a direita não basta votar em Lula todos os que já são de esquerda: é preciso que nele votem também os mal informados: são esses que devemos conquistar. Temos que votar e multiplicar!
Na primeira posse de Lula houve um acidente e um incidente que ficaram gravados nos olhos da minha memória. O acidente foi o carro onde estava Lula quando ia tomar posse. O calhambeque, bonito carro de coleção, subia uma ladeirinha quando morreu o motor. O risco era que voltasse tudo pra trás, ladeira abaixo, com Lula dentro. O povo, o querido povão que estava lá, não hesitou: empurrou o carro que subiu ladeira acima e o povo ficou olhando o carro que se afastava. Depois da posse, aconteceu o incidente: o povo queria ver de perto, abraçar o presidente, mas tinha pela frente um espelho d´água. Outra vez o povão não hesitou e, vestido como estava, mergulhou n´água, e foi lá para o palácio encharcado, pingando peixinho dourado, foi abraçar Lula, ou ver de perto.
Hoje, mais uma vez, mais do que nunca, não podemos hesitar: temos que mergulhar no espelho d´água, temos que empurrar o carro montanha acima, e temos que continuar empurrando depois da vitória, empurrando sempre, porque não é justo deixar que um homem só faça o trabalho que compete ao povo inteiro. Nossa maior emoção política foi no dia em que paramos de gritar Lula Presidente e pudemos gritar Presidente Lula. Ele foi eleito, mas fomos nós que gritamos. Lula, nós sempre estivemos do teu lado e, hoje, mais do que nunca, estamos com você! Mas de nós, Lula, você nunca mais vai se livrar. Assim seja!
Como cada um de nós é uma unicidade, é natural que, mesmo quando pensamos a mesma coisa, pensemos essa mesma coisa de forma diferente. Cada gêmeo, cada família, cada torcedor de um mesmo time, cada membro de uma mesma associação antifascista, cada militante de cada partido político de esquerda, por mais que tenha, com os demais, um sólido denominador comum, pensa de forma diferente a mesma coisa igual. Isso é maravilhoso, é assim que se avança: cotejando opiniões, dialogando entre companheiros, manifestando dúvidas e hesitações. Mas tem um porém: vezes há em que o combate se dualiza e o mundo se divide em duas metades: não existe terceira metade, não existe a terceira margem do rio. É lá ou cá. É este esse momento: ou cá ou lá!
Em 1964, a esquerda se dividiu em ALN, PC do B, Var-Palmares, MR8, PCR e outros: um mais à esquerda, outro menos à esquerda; um, um pouco mais ou menos à esquerda, outro menos ou mais; uma esquerda assustada, timorata e temerosa, outra, afoita, destemida e corajuda. Eram tantas divisões e dissidências, dissidências das divisões e divisões das dissidências, divisões das divisões e dissidências das dissidências, que, nós, que éramos a maioria, que éramos todos contra a ditadura mas estávamos divididos, nós fomos vencidos. Todos. Perdemos para uma ditadura sólida, que também tinha nuances, inimizades, conflitos econômicos, mas eram todos ditadores. Perdemos e pagamos caro a derrota - no espírito e no corpo. Pagamos caro.
Hoje, só eu penso como eu, só Lula pensa como Lula, só cada um de nós pensa como cada um. Mas, mesmo pensando diferente, pensamos a mesma coisa: temos que derrotar esses adversários. Não para que sejamos vencedores, - não há medalhas a distribuir, nem taças nem troféus - mas para que vença o povo brasileiro. Não por nossa causa, ou não apenas, mas pela causa dos países irmãos nossos vizinhos, pela causa dos países escravizados da África e de toda parte, globalizados, fagocitados pela potência hegemônica que dissemina a guerra inclemente e a pilhagem desavergonhada. Não por nossa causa, ou não apenas, mas pela causa dos pobres e miseráveis do mundo inteiro, inclusive dos países ricos, pois que lá também existem oprimidos, humilhados e ofendidos.
Não somos nós que radicalizamos: é a direita! Hoje, nós estamos diante de uma direita canibal - no sentido figurado, pois come as riquezas do Brasil, privatizando, privatizando, privatizando, e dizendo “Sou lobo feroz sim, porém... vegetariano!” A direita é também canibal no sentido literal, como aconteceu domingo no Leblon, quando alguns fascistas comeram um dedo de uma militante petista. E tiveram a sem-vergonhice de dizer que o comiam para que ela tivesse no corpo a marca do Lula… Foi o que disseram eles, e eu digo: se fosse necessário marcar no corpo a sua ideologia, então a direita teria que cortar, ela própria, não um dedo, mas suas cabeças vazias. Eu não quero dizer nem peço, eu não peço nem penso que devemos esquecer as diferenças que temos. Temos que vencer a direita, sim, mas temos que continuar mobilizados depois da vitória.
Para vencer a direita não basta votar em Lula todos os que já são de esquerda: é preciso que nele votem também os mal informados: são esses que devemos conquistar. Temos que votar e multiplicar!
Na primeira posse de Lula houve um acidente e um incidente que ficaram gravados nos olhos da minha memória. O acidente foi o carro onde estava Lula quando ia tomar posse. O calhambeque, bonito carro de coleção, subia uma ladeirinha quando morreu o motor. O risco era que voltasse tudo pra trás, ladeira abaixo, com Lula dentro. O povo, o querido povão que estava lá, não hesitou: empurrou o carro que subiu ladeira acima e o povo ficou olhando o carro que se afastava. Depois da posse, aconteceu o incidente: o povo queria ver de perto, abraçar o presidente, mas tinha pela frente um espelho d´água. Outra vez o povão não hesitou e, vestido como estava, mergulhou n´água, e foi lá para o palácio encharcado, pingando peixinho dourado, foi abraçar Lula, ou ver de perto.
Hoje, mais uma vez, mais do que nunca, não podemos hesitar: temos que mergulhar no espelho d´água, temos que empurrar o carro montanha acima, e temos que continuar empurrando depois da vitória, empurrando sempre, porque não é justo deixar que um homem só faça o trabalho que compete ao povo inteiro. Nossa maior emoção política foi no dia em que paramos de gritar Lula Presidente e pudemos gritar Presidente Lula. Ele foi eleito, mas fomos nós que gritamos. Lula, nós sempre estivemos do teu lado e, hoje, mais do que nunca, estamos com você! Mas de nós, Lula, você nunca mais vai se livrar. Assim seja!
terça-feira, outubro 10, 2006
Sem Sabor
Eu não sou você
Mas o que sou me percebo através de você.
Quando tenho eu não sou
E quando sou eu não tenho
O que há de errado com isso?
No meio de duas Fernandas
A psicanálise se lança,
A minha cabeça balança
Num quadro simples onde eu vejo
Que sou forte e talvez fraco
À medida que desapareço.
Inconveniente vantagem essa
De ser macaco falante
Se quase sempre me calo
E acabo nem de um lado nem do outro.
Canto jardins pra nascer primaveras
A existência já não assusta tanto
Coloco sabor no outro beijo
Pra redimir os meus danos.
Leleco.
Mas o que sou me percebo através de você.
Quando tenho eu não sou
E quando sou eu não tenho
O que há de errado com isso?
No meio de duas Fernandas
A psicanálise se lança,
A minha cabeça balança
Num quadro simples onde eu vejo
Que sou forte e talvez fraco
À medida que desapareço.
Inconveniente vantagem essa
De ser macaco falante
Se quase sempre me calo
E acabo nem de um lado nem do outro.
Canto jardins pra nascer primaveras
A existência já não assusta tanto
Coloco sabor no outro beijo
Pra redimir os meus danos.
Leleco.
domingo, outubro 08, 2006
Narciso
Há uma variedade perdida
De verde em meus olhos.
O sorriso de quem volta do inferno
É sempre mais vedadeiro
Dos que insistem em viver no céu.
Não sou movido por culpa nem pena
Como você pensa que poderia ser?
Encontro no bolso
O nome daquilo que não queria um nome
E o melhor que eu posso fazer com isso
É experimentar o ângulo da queda fatal.
E mesmo se o não-saber soubesse
Não saberia jamais
Que tudo o que eu fiz
Foi alimentar o meu narcisismo em você.
Perigoso é passar pelo inverno
De sombras semelhantes
Que se escondem em mim
E desafiam o que há de mais constante.
Quem nega os sentidos sou eu!
A arte canta meus remendos...
Quem me salvará
Se no próximo espelho eu me afogar?
Leleco.
De verde em meus olhos.
O sorriso de quem volta do inferno
É sempre mais vedadeiro
Dos que insistem em viver no céu.
Não sou movido por culpa nem pena
Como você pensa que poderia ser?
Encontro no bolso
O nome daquilo que não queria um nome
E o melhor que eu posso fazer com isso
É experimentar o ângulo da queda fatal.
E mesmo se o não-saber soubesse
Não saberia jamais
Que tudo o que eu fiz
Foi alimentar o meu narcisismo em você.
Perigoso é passar pelo inverno
De sombras semelhantes
Que se escondem em mim
E desafiam o que há de mais constante.
Quem nega os sentidos sou eu!
A arte canta meus remendos...
Quem me salvará
Se no próximo espelho eu me afogar?
Leleco.
segunda-feira, setembro 25, 2006
O céu de Copérnico
Diferente e vivendo
O caos do mapa astral
Assim como Plutão,
Fui morto pelo esquecimento dos intelectuais.
A origem do universo e minhas lateralidades
Desaparecem diante do seu sorriso morno.
Difícil é compreender
Como nunca me equilibro longe do seu corpo.
O céu de Copérnico
Já não pode ser o mesmo que o meu.
Agora esse curto-circuito
Produz novas possibilidades de futuro.
Leleco.
O caos do mapa astral
Assim como Plutão,
Fui morto pelo esquecimento dos intelectuais.
A origem do universo e minhas lateralidades
Desaparecem diante do seu sorriso morno.
Difícil é compreender
Como nunca me equilibro longe do seu corpo.
O céu de Copérnico
Já não pode ser o mesmo que o meu.
Agora esse curto-circuito
Produz novas possibilidades de futuro.
Leleco.
quinta-feira, setembro 07, 2006
Travesseiro
Acendi a vela
Velei a velha vontade de esquecer
Agora que mudou
Não sei por onde começar.
Escrevo com o sangue
Da orelha de Van Gogh
As minhas incompletudes
Que nunca se completaram em você.
Na verdade,
Nunca sei o que ser quando estou com você.
Apenas sou a transparência de indecência
Na luta por sua existência.
Arrume as malas
Porque essa fila longa do banheiro
Me fez pensar
No seu cabelo liso em meu travesseiro.
Velei a velha vontade de esquecer
Agora que mudou
Não sei por onde começar.
Escrevo com o sangue
Da orelha de Van Gogh
As minhas incompletudes
Que nunca se completaram em você.
Na verdade,
Nunca sei o que ser quando estou com você.
Apenas sou a transparência de indecência
Na luta por sua existência.
Arrume as malas
Porque essa fila longa do banheiro
Me fez pensar
No seu cabelo liso em meu travesseiro.
segunda-feira, agosto 28, 2006
60 Segundos
Rasguei a cara de tanto rir
60 segundos de felicidade
No dia que eu fui
Pipoca de estourar saudade.
Não conheço ontem ou amanhã
Melhor que hoje
E só assim a relação do tudo com o nada
Pouco vale ao lado da mulher amada.
Todas as cores
Do arco-íris de nossos beijos.
Separei terno e alianças,
Não sou príncipe nem santo
Mas foi tão bom molhar nossos pés no Oceano...
Para Débora.
Leleco.
60 segundos de felicidade
No dia que eu fui
Pipoca de estourar saudade.
Não conheço ontem ou amanhã
Melhor que hoje
E só assim a relação do tudo com o nada
Pouco vale ao lado da mulher amada.
Todas as cores
Do arco-íris de nossos beijos.
Separei terno e alianças,
Não sou príncipe nem santo
Mas foi tão bom molhar nossos pés no Oceano...
Para Débora.
Leleco.
domingo, agosto 20, 2006
Farelo de Ego
Apaguei cigarros
Acendi suspiros
Farelo de Ego
Pra Freud é banquete!
Afundo no divã rasgado
De Deus ou de algum diabo
Pedaço de língua solta
Num universo qualquer da boca.
Sopra sempre a dúvida
Na minha cara amarrotada.
Não sou objeto de transferência de ninguém
E o que eu faço com o que sobra?
Porque assim sou
Instável em passos curtos.
O meu sorriso largo
Ainda acredita em meio-mundo.
Leleco.
Acendi suspiros
Farelo de Ego
Pra Freud é banquete!
Afundo no divã rasgado
De Deus ou de algum diabo
Pedaço de língua solta
Num universo qualquer da boca.
Sopra sempre a dúvida
Na minha cara amarrotada.
Não sou objeto de transferência de ninguém
E o que eu faço com o que sobra?
Porque assim sou
Instável em passos curtos.
O meu sorriso largo
Ainda acredita em meio-mundo.
Leleco.
sexta-feira, agosto 11, 2006
Post Coitum ( Após o coito)
As minhas incertezas
Continuam ardentes e coloridas
Reticências que ninguém fala.
Idéias voando
Ao redor da cabeça leve
E a dúvida alojada no mesmo olhar.
Comprei nuvens com o troco do cigarro
Possibilidade infinita de felicidade
Em sorrisos remendados.
Escureceu em mim
E não consegui dormir
Me masturbei
E sorri.
Leleco.
Continuam ardentes e coloridas
Reticências que ninguém fala.
Idéias voando
Ao redor da cabeça leve
E a dúvida alojada no mesmo olhar.
Comprei nuvens com o troco do cigarro
Possibilidade infinita de felicidade
Em sorrisos remendados.
Escureceu em mim
E não consegui dormir
Me masturbei
E sorri.
Leleco.
domingo, agosto 06, 2006
O Brasil é MEDROSO!
Recebi um e-mail de um amigo bastante puto com a situação atual no Brasil... resolvi colá-lo aqui e cada um que tire suas conclusões.
CRIANÇA ESPERANÇA no Cú DOS OUTROS É REFRESCO.
Vão todos se foder: Xuxa, Angélica, Renato Aragão e qualquer outro
artista que participar desta bosta de CRIANÇA ESPERANÇA.
Não vou contribuir com um puto sequer. Não é minha obrigação
sustentar crianças famintas ou abandonadas. Esta obrigação é do
Governo. Está na constituição!
Minha obrigação é obedecer as leis do Estado e pagar os impostos
(todos pagos rigorosamente em dia) para que o governo faça isso.
Mas o que os nossos digníssimos políticos fazem? Enfiam todo o MEU
(e o SEU também) dinheiro na cueca e depois dizem na maior cara de pau
que isso é folclore, que não sabem de nada!
Se a Rede Globo quer dinheiro, ela que vá pegar o dinheiro que está
atochado no rabo da corja do PT.CADA VEZ QUE SE LIGA PARA O TELEFONE
INDICADO PELA GLOBO, ELA LEVA O SEU. NO FINAL FATURA MILHÕES.
Ficou puto comigo? Acha que eu sou insensível e que não me preocupo
com a situação da sociedade, com as crianças famintas? Preocupo-me
sim. É justamente por isso que estou aqui escrevendo isso.
Até quando isso vai continuar? Quando esse povinho de merda vai
acordar eperceber que só toma no c* ? Fernando Collor foi banido da
política por causa de uma simples Fiat Elba. O que a corja do PT ainda
precisa fazer para que se tome a mesma atitude que expulsou o
"collorido"?
Aos que ainda não me conhecem, peço desculpas pela linguagem
desbocada e agressiva. É que estou muito puto da vida e de saco cheio
desta MERDA chamada Brasil.
CRIANÇA ESPERANÇA no Cú DOS OUTROS É REFRESCO.
Vão todos se foder: Xuxa, Angélica, Renato Aragão e qualquer outro
artista que participar desta bosta de CRIANÇA ESPERANÇA.
Não vou contribuir com um puto sequer. Não é minha obrigação
sustentar crianças famintas ou abandonadas. Esta obrigação é do
Governo. Está na constituição!
Minha obrigação é obedecer as leis do Estado e pagar os impostos
(todos pagos rigorosamente em dia) para que o governo faça isso.
Mas o que os nossos digníssimos políticos fazem? Enfiam todo o MEU
(e o SEU também) dinheiro na cueca e depois dizem na maior cara de pau
que isso é folclore, que não sabem de nada!
Se a Rede Globo quer dinheiro, ela que vá pegar o dinheiro que está
atochado no rabo da corja do PT.CADA VEZ QUE SE LIGA PARA O TELEFONE
INDICADO PELA GLOBO, ELA LEVA O SEU. NO FINAL FATURA MILHÕES.
Ficou puto comigo? Acha que eu sou insensível e que não me preocupo
com a situação da sociedade, com as crianças famintas? Preocupo-me
sim. É justamente por isso que estou aqui escrevendo isso.
Até quando isso vai continuar? Quando esse povinho de merda vai
acordar eperceber que só toma no c* ? Fernando Collor foi banido da
política por causa de uma simples Fiat Elba. O que a corja do PT ainda
precisa fazer para que se tome a mesma atitude que expulsou o
"collorido"?
Aos que ainda não me conhecem, peço desculpas pela linguagem
desbocada e agressiva. É que estou muito puto da vida e de saco cheio
desta MERDA chamada Brasil.
sexta-feira, julho 21, 2006
Imagina-ação
Já vi cidades e hospícios
Flores no asfalto e no caixão
O inverno levou o cabeludo pregado na cruz
Areia quente ao sabor da luz.
É preciso dizer todas as coisas que espalho pelo ar
Enquanto você engole saliva
E se veste de razão.
Não quero mergulhar em corpos misturados
Que se apertam nas ruas, mêtros e filas de supermercados
Procurando um pedaço de céu
Atrás de alguma religião.
O tempo se escondeu nos meus encontros
No futuro que nunca chegou
Ou na saudade que restou.
Agora quero o máximo
Da coragem dos covardes
E me lançar do terceiro andar
Em todas as direções do espaço.
Leleco.
Flores no asfalto e no caixão
O inverno levou o cabeludo pregado na cruz
Areia quente ao sabor da luz.
É preciso dizer todas as coisas que espalho pelo ar
Enquanto você engole saliva
E se veste de razão.
Não quero mergulhar em corpos misturados
Que se apertam nas ruas, mêtros e filas de supermercados
Procurando um pedaço de céu
Atrás de alguma religião.
O tempo se escondeu nos meus encontros
No futuro que nunca chegou
Ou na saudade que restou.
Agora quero o máximo
Da coragem dos covardes
E me lançar do terceiro andar
Em todas as direções do espaço.
Leleco.
segunda-feira, julho 17, 2006
Sem nunca ter sido
Pareço louco
Quando o que sai do olho
É o que não consegue sair pela boca.
Às três da madrugada
Tudo ou quase nada
É alguma Paula pouca amada
Num passado sem memória e sem história.
Puxa o meu cabelo
Enquanto o Leoni ou a Celly Campello
Cantam um velho rock preu dormir.
E eu tão imbecil
Repito a fé dos que sentem culpa.
Acendo mais um cigarro,
A saúde vai pro ralo
E você me fala sobre astrologia
Como quem me quer bem
Sem nunca ter sido minha.
Leleco.
Quando o que sai do olho
É o que não consegue sair pela boca.
Às três da madrugada
Tudo ou quase nada
É alguma Paula pouca amada
Num passado sem memória e sem história.
Puxa o meu cabelo
Enquanto o Leoni ou a Celly Campello
Cantam um velho rock preu dormir.
E eu tão imbecil
Repito a fé dos que sentem culpa.
Acendo mais um cigarro,
A saúde vai pro ralo
E você me fala sobre astrologia
Como quem me quer bem
Sem nunca ter sido minha.
Leleco.
quinta-feira, julho 06, 2006
Mínimo do Máximo
O mínimo do máximo
Medo de envelhecer
É enganar o tempo
E arrancar da vida
O que há de mais vivo
Na cabeça do suicída.
Não acredito em meus ouvidos
Quando a gritaria começa
Suporto até a minha líquida solidão
Pra escrever a beleza mais feia
Que existe numa separação.
Vou mastigar loucura
E vomitar realidade
Num copo de conhaque
Com gelo e saudade.
Quero doze passos
Que me façam rodar
Até a valsa acabar
Agora que a bailarina
Deixou de me acompanhar...
Leleco.
Medo de envelhecer
É enganar o tempo
E arrancar da vida
O que há de mais vivo
Na cabeça do suicída.
Não acredito em meus ouvidos
Quando a gritaria começa
Suporto até a minha líquida solidão
Pra escrever a beleza mais feia
Que existe numa separação.
Vou mastigar loucura
E vomitar realidade
Num copo de conhaque
Com gelo e saudade.
Quero doze passos
Que me façam rodar
Até a valsa acabar
Agora que a bailarina
Deixou de me acompanhar...
Leleco.
sexta-feira, junho 30, 2006
Menos é quase mais
Encontro antes de procurar
O velho lugar
Feito de saudade
Pra quem não sabe sonhar.
Agora
Lá do outro lado
Repito o que ficou pra trás
Quando menos é quase mais.
Invento na escrita
Minhas próprias mentiras,
Delícias e universos
Desfilando um certo ar moderno.
Carrego nas costas
O meu estranho nome
Depois que eu descobri
Que pouca coisa sobrou em mim.
Leleco.
O velho lugar
Feito de saudade
Pra quem não sabe sonhar.
Agora
Lá do outro lado
Repito o que ficou pra trás
Quando menos é quase mais.
Invento na escrita
Minhas próprias mentiras,
Delícias e universos
Desfilando um certo ar moderno.
Carrego nas costas
O meu estranho nome
Depois que eu descobri
Que pouca coisa sobrou em mim.
Leleco.
terça-feira, junho 06, 2006
Vamos DINAMITAR a Burguesia!!!
Manifestantes do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) invadiram a Câmara dos Deputados e tomaram conta do Salão Verde, que fica em frente ao plenário, no início da tarde desta terça-feira.
Os sem-terra pedem a revogação da lei que obriga vistoria em terras ocupadas e a ampliação dos recursos para a reforma agrária. "Nós queremos mostrar que as leis e o atraso na votação do Orçamento causaram prejuízos para a reforma agrária", disse Ana Cláudia Guedes, coordenadora do MLST em Minas Gerais. A confusão começou na entrada no Anexo II do prédio da Câmara que dá acesso ao corredor de comissões, no choque entre os manifestantes sem-terra e servidores da Saúde com os seguranças da Casa. Os funcionários públicos recuaram e os sem-terra utilizaram um Fiat Uno vermelho zero quilômetro, que seria sorteado em uma festa junina de funcionários públicos, para quebrar a primeira porta de vidro que dà acesso à Câmara.
Os sem-terra romperam o cerco da segurança da Câmara e deixaram um rastro de destruição desde a entrada lateral do Anexo II até o salão onde estão instalados. Na entrada da Câmara, quebraram a porta de vidro, destruíram as exposições que antecedem o Salão Verde e quebraram mais uma porta de vidro.
Os sem-terra pedem a revogação da lei que obriga vistoria em terras ocupadas e a ampliação dos recursos para a reforma agrária. "Nós queremos mostrar que as leis e o atraso na votação do Orçamento causaram prejuízos para a reforma agrária", disse Ana Cláudia Guedes, coordenadora do MLST em Minas Gerais. A confusão começou na entrada no Anexo II do prédio da Câmara que dá acesso ao corredor de comissões, no choque entre os manifestantes sem-terra e servidores da Saúde com os seguranças da Casa. Os funcionários públicos recuaram e os sem-terra utilizaram um Fiat Uno vermelho zero quilômetro, que seria sorteado em uma festa junina de funcionários públicos, para quebrar a primeira porta de vidro que dà acesso à Câmara.
Os sem-terra romperam o cerco da segurança da Câmara e deixaram um rastro de destruição desde a entrada lateral do Anexo II até o salão onde estão instalados. Na entrada da Câmara, quebraram a porta de vidro, destruíram as exposições que antecedem o Salão Verde e quebraram mais uma porta de vidro.
sexta-feira, junho 02, 2006
Pão & Circo
Congresso pára a uma semana da Copa do Mundo BRASÍLIA – Há sete dias do início da Copa do Mundo da Alemanha, o Congresso Nacional está parado. As votações estão congeladas nos plenários do Senado e da Câmara desde a semana passada.
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Até agora os deputados não votaram a medida provisória que reajusta o salário mínimo de R$ 300, para R$ 350, que está em vigor desde abril.
* E depois da Copa, vem o Circo Canadense ( é... aquele mesmo que aparece no Programa do Fantástico. O Ministério da Cultura liberou R$ 10 milhões para o tal cirquinho... enquanto pouco incentiva a cultura BRASILEIRA).
Quem são os palhaços?
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Até agora os deputados não votaram a medida provisória que reajusta o salário mínimo de R$ 300, para R$ 350, que está em vigor desde abril.
* E depois da Copa, vem o Circo Canadense ( é... aquele mesmo que aparece no Programa do Fantástico. O Ministério da Cultura liberou R$ 10 milhões para o tal cirquinho... enquanto pouco incentiva a cultura BRASILEIRA).
Quem são os palhaços?
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