Cada nota musical
É uma bolha de sabão
E haja Chopin pra tanta imaginação.
Tudo é desconhecido e belo
Quando morro de novo.
Pão de queijo com cerveja
Nem sempre combina tão bem
Quanto o seu beijo molhado.
Fui saudade, sou amor
Na tarde cinza que o tempo inventou.
Nariz gelado geleira geladeira
Na neve da despedida.
Nossa vontade escorrendo dos cabelos
E debruçando nas retinas.
Case-se comigo
Enquanto ainda é fácil sustentar algum lirismo.
Leleco.
sexta-feira, junho 04, 2010
segunda-feira, maio 31, 2010
Constelação
Anoiteceu
E nenhum Ogum apareceu.
Rodam raios e nada arrisca
Aquele homem artista.
Diamantes e rubis
No carnaval do Arlequim.
O silêncio do não ser
Na gritaria em mim.
Deus é tão ateu quanto eu
Quando bebe o tempo lentamente
E mata na garganta
A melancolia de qualquer poesia.
Cantigas de ninar
Antes que o futuro
Não se deixe mais amar.
Sombras de sim
No céu de tanto não.
Herdei da vida essa tal constelação.
Leleco.
E nenhum Ogum apareceu.
Rodam raios e nada arrisca
Aquele homem artista.
Diamantes e rubis
No carnaval do Arlequim.
O silêncio do não ser
Na gritaria em mim.
Deus é tão ateu quanto eu
Quando bebe o tempo lentamente
E mata na garganta
A melancolia de qualquer poesia.
Cantigas de ninar
Antes que o futuro
Não se deixe mais amar.
Sombras de sim
No céu de tanto não.
Herdei da vida essa tal constelação.
Leleco.
sexta-feira, maio 28, 2010
Privada

Acordei tarde demais
Pra sentir quem eu fui.
Afogado na ressaca dos que bebem
A solidão das paredes.
Aquele que recolhe almas
Também desmaia estrelas pelo escuro
Do cinza em que me deito
Na infinita tinta do muro.
Um frio fino rasga o meu torto sorriso
Tudo é colorido e misturado com álcool.
Depois e antes
A privada se tornou a minha amante.
Leleco.
quarta-feira, maio 26, 2010
A saudade é um ovo mexido (mini-poema de amor)
Agora eu existo
No verso mastigado de nenhum artista.
Alguém gira a minha vida
E tudo parece
Ovo mexido e poesia.
Da esquerda para a direita,
O relógio marca o nascimento e o fim.
Antiga repetição monótona
Da saudade em mim.
O amor feito de tempo
Atravessa o espaço até você.
Entre e além da cama
Permaneço devorando o tédio da semana.
Leleco.
No verso mastigado de nenhum artista.
Alguém gira a minha vida
E tudo parece
Ovo mexido e poesia.
Da esquerda para a direita,
O relógio marca o nascimento e o fim.
Antiga repetição monótona
Da saudade em mim.
O amor feito de tempo
Atravessa o espaço até você.
Entre e além da cama
Permaneço devorando o tédio da semana.
Leleco.
sexta-feira, maio 21, 2010
Emotional Hardcore

Nada nos livros
Ou em lugar nenhum.
Tudo agora é mentira!
Afinal, o que devo entender por verdade?
Na hora certa,
Deus não suportará o silêncio dos poetas.
É melhor assim!
E que horas são?
Quanto mais eu corro risco,
Mais me afasto do perigo.
Quem se importa
Se a imbecilidade tornou-se moda?
Esqueça as minhas paranóias
E enfie no cú essa nova Geração Coca-Cola!
Leleco.
terça-feira, maio 18, 2010
Eu-líquido
A chuva nasceu no meu quintal
E molha o meu coração suburbano.
O medo treme de frio
Do amor que afogou o meu Rio.
Os retratos voltaram a sorrir
Enquanto a goteira
Pinga beijos em minha boca,
Gastando o meu silêncio
E moldando o seu corpo.
Lavei e limpei a alma
Nas águas que espalham outras águas.
A solidão escorre pelo ralo
Junto com a sujeira que navega pelo asfalto.
"Nadando contra a corrente
Só pra exercitar?"
Cazuza não sabia que nandando contra
A gente pode se encontrar.
L.Eco
E molha o meu coração suburbano.
O medo treme de frio
Do amor que afogou o meu Rio.
Os retratos voltaram a sorrir
Enquanto a goteira
Pinga beijos em minha boca,
Gastando o meu silêncio
E moldando o seu corpo.
Lavei e limpei a alma
Nas águas que espalham outras águas.
A solidão escorre pelo ralo
Junto com a sujeira que navega pelo asfalto.
"Nadando contra a corrente
Só pra exercitar?"
Cazuza não sabia que nandando contra
A gente pode se encontrar.
L.Eco
domingo, maio 16, 2010
Nem tão santa é a minha Teresa
Comecei a me arrancar
E tudo que cai não é mais antigo.
Guardo em mim essa nova flor
Crescendo em nossos netos, meu amor.
Aluguei a felicidade só pra você
Hidratar o meu coração,
Sorrindo sua tímida tinta dos lábios
E a palavra sem ser dita.
Como se algo pudesse ser dito
Além dos olhos de cachaça, chopp e choro.
Vamos vivendo assim
Entre a ausência e o que há de vir.
E descemos as nuvens de concreto
Pendurados no cometa...
Leandro ou Leleco.
E tudo que cai não é mais antigo.
Guardo em mim essa nova flor
Crescendo em nossos netos, meu amor.
Aluguei a felicidade só pra você
Hidratar o meu coração,
Sorrindo sua tímida tinta dos lábios
E a palavra sem ser dita.
Como se algo pudesse ser dito
Além dos olhos de cachaça, chopp e choro.
Vamos vivendo assim
Entre a ausência e o que há de vir.
E descemos as nuvens de concreto
Pendurados no cometa...
Leandro ou Leleco.
sexta-feira, maio 14, 2010
Na moldura (Para Leleco)

Qual é o gosto do gostoso?
Onde a sede e a fome se tornam banquete?
Invento as loucuras mais incertas
No vazio de mim.
O céu se lança ao mar desnudo
Tudo é tempo, templo, túmulo.
São os minutos moleques
Acelerando os ponteiros
Na moldura dos meus trinta e um.
O que ainda faz parte do que restou?
O silêncio de um domingo no ouvido?
O medo lento do meu nada?
Ou a dança do átomo?
Agora e na hora exata
Esse mesmo intenso imaginar.
Sempre quero mais!
Onde estou que não me encontro
Na voz do eco
Sagrado e profano
Chamado Leleco?
Leandro.
domingo, maio 09, 2010
602 só a dois
Eu sou a alegria dilatada,
O amor e seu inverso.
Esparramado na cama
Devorado pelo sexo.
Acende o desejo
E apaga o medo.
Tudo o que a gente quis
E você repetindo: "- Lê, só se vive por um triz!"
Suor e sangue entre nós
Exatamente virginais.
O sorriso e o gemido acordando o Catete
Ah, eu te amo muito pra cacete!
Leleco.
O amor e seu inverso.
Esparramado na cama
Devorado pelo sexo.
Acende o desejo
E apaga o medo.
Tudo o que a gente quis
E você repetindo: "- Lê, só se vive por um triz!"
Suor e sangue entre nós
Exatamente virginais.
O sorriso e o gemido acordando o Catete
Ah, eu te amo muito pra cacete!
Leleco.
domingo, maio 02, 2010
Um dia em Guaratiba (Para Mariana)

Eu e Ela
Vivemos de brisa,
Ardemos em brasa esse amor.
A luz nos olhos,
Olhos em mim.
A sede da saliva e cerveja
Na minha boca
Dizendo que sim mais tarde
E isso ainda não é nem a metade.
Nesse aquário,
Todo mar é nosso!
Você me jura a felicidade
Na canção ao meu ouvido
Fecho os olhos e desafio o infinito.
Cutuco o gato
E atravesso o dia
Pensando na foto, na família
Na Pedrita e no Pier.
E já é quase madrugada em Pedra de Guaratiba.
Leleco.
quinta-feira, abril 29, 2010
A Distância
Distância.
A última palavra permanece em mim
Na noite dos que nunca partiram.
O agora caminha pelo meu futuro
Molhado de estrelas.
Acordo o infinito
Para que o amor possa nascer.
Sopro de leve a poeira
Do meu coração-poesia esquecido.
Tanto faz isso ou aquilo
No nosso sorriso vadio
É apenas o silêncio
Derretido no abraço do tempo.
Leleco.
A última palavra permanece em mim
Na noite dos que nunca partiram.
O agora caminha pelo meu futuro
Molhado de estrelas.
Acordo o infinito
Para que o amor possa nascer.
Sopro de leve a poeira
Do meu coração-poesia esquecido.
Tanto faz isso ou aquilo
No nosso sorriso vadio
É apenas o silêncio
Derretido no abraço do tempo.
Leleco.
domingo, abril 25, 2010
A lucidez de Lúcifer
Acordo sempre lúcido
Na boca de Lúcifer.
Compreender não é aceitar
De onde vim ou pra onde vou.
O inglês dos ricos
É o dialeto dos pobres
Essa é a única mentira verdadeira.
De ontem até amanhã
Tudo pode ser o contrário.
Volto a ser quem eu fui
No momento da morte.
Jogue os búzios,
Leia a minha sorte!
É a velha loteria da vida:
A agonia do recém-nascido
Contra a própria sina.
Leleco.
Na boca de Lúcifer.
Compreender não é aceitar
De onde vim ou pra onde vou.
O inglês dos ricos
É o dialeto dos pobres
Essa é a única mentira verdadeira.
De ontem até amanhã
Tudo pode ser o contrário.
Volto a ser quem eu fui
No momento da morte.
Jogue os búzios,
Leia a minha sorte!
É a velha loteria da vida:
A agonia do recém-nascido
Contra a própria sina.
Leleco.
sábado, abril 24, 2010
O amor é azul e não cor do céu
O amor é azul
E não cor do céu
Mergulho em você
Ou numa chuva qualquer.
O tempo marca o silêncio no olhar
Tudo é vontade
Na imensa saudade do beijo.
Risco o ar
E quase me esqueço
Do verbo que inventei
Pra te conquistar.
Uma pedra e uma ilha,
Uma estrela em cada corpo
E o que escolhemos para um mundo só nosso.
Sempre,
A vida se renova.
Leleco.
E não cor do céu
Mergulho em você
Ou numa chuva qualquer.
O tempo marca o silêncio no olhar
Tudo é vontade
Na imensa saudade do beijo.
Risco o ar
E quase me esqueço
Do verbo que inventei
Pra te conquistar.
Uma pedra e uma ilha,
Uma estrela em cada corpo
E o que escolhemos para um mundo só nosso.
Sempre,
A vida se renova.
Leleco.
sexta-feira, abril 16, 2010
Um dia branco
O amor se abre
Vestido de branco em algum banco
Ou no olhar de soluço
Enquanto gira o mundo.
A moça que passa
Canta baixinho White Stripes
E deixa pingar sorrisos
Sonhando com o seu "anjo".
Pintou as unhas de céu
Pra não se atrasar na volta.
A noite embranqueceu o dia
E desejou o meu beijo no beijo seu.
Leleco.
Vestido de branco em algum banco
Ou no olhar de soluço
Enquanto gira o mundo.
A moça que passa
Canta baixinho White Stripes
E deixa pingar sorrisos
Sonhando com o seu "anjo".
Pintou as unhas de céu
Pra não se atrasar na volta.
A noite embranqueceu o dia
E desejou o meu beijo no beijo seu.
Leleco.
quarta-feira, abril 14, 2010
Do Esquecimento
Tudo começa por nada
A mentira e a verdade
E reconheço o que sinto
Quando a vida cobra os seus riscos.
Faltas e defeitos do novo
No olhar de meu espelho.
Estico palavras no ar seco
E desconfio de mim.
Três vezes duvidei da certeza
Com a melancolia dos imortais.
Arranhei pesadelos
Em amores sonhados reais.
O adeus pertence a quem?
Enxugo o suor de minha voz
E atravesso o invisível
Sem pensar em nós.
Leleco.
A mentira e a verdade
E reconheço o que sinto
Quando a vida cobra os seus riscos.
Faltas e defeitos do novo
No olhar de meu espelho.
Estico palavras no ar seco
E desconfio de mim.
Três vezes duvidei da certeza
Com a melancolia dos imortais.
Arranhei pesadelos
Em amores sonhados reais.
O adeus pertence a quem?
Enxugo o suor de minha voz
E atravesso o invisível
Sem pensar em nós.
Leleco.
sábado, abril 10, 2010
Love me do
Vem pra mim
Com estrela no pulso,
Primavera nas mãos
E encontre em mim
Aquilo que procura.
Derreta esse medo amargo
Navegar é preciso!
Leve o meu sorriso
E deixe seus suspiros.
A notícia já espalhou de rua em rua:
"Ela ama um desconhecido".
Minha distância na sua
Acendendo o infinito.
Ah, é uma velha canção dos Beatles.
Leleco.
Com estrela no pulso,
Primavera nas mãos
E encontre em mim
Aquilo que procura.
Derreta esse medo amargo
Navegar é preciso!
Leve o meu sorriso
E deixe seus suspiros.
A notícia já espalhou de rua em rua:
"Ela ama um desconhecido".
Minha distância na sua
Acendendo o infinito.
Ah, é uma velha canção dos Beatles.
Leleco.
Biruta (Para F.)
Bebeu a birita
E ficou biruta.
Achou que podia voar
E esqueceu que chão não é mar.
Vermelho vinho proibido
Esparramado no azulejo
Um gosto de vazio
E a cabeça rachada no espelho.
Acendeu um cigarro
E quase chorou.
Prometeu nunca mais misturar
Vodka com estabilizante de humor.
Leleco.
E ficou biruta.
Achou que podia voar
E esqueceu que chão não é mar.
Vermelho vinho proibido
Esparramado no azulejo
Um gosto de vazio
E a cabeça rachada no espelho.
Acendeu um cigarro
E quase chorou.
Prometeu nunca mais misturar
Vodka com estabilizante de humor.
Leleco.
quinta-feira, abril 08, 2010
Interditado

Algumas horas depois,
O tempo recomeça.
Cheio de sono, sal e sorriso.
Todo mundo lembra que esqueceu
A chuva, choro e ruído.
Armadura ou armação
Aquilo que invento?
Amores e misérias
Nos boatos que espalham-se ao vento.
Eu grito pedaços de vidas coloridas
Na distância desse amor impraticável.
A cidade dorme seus vícios
Em você tão indecifrável.
Agora vou somar silêncio
Nesse apartamento.
O vazio repetição
Onde interditaram meus sentimentos.
Leleco.
quinta-feira, abril 01, 2010
Margarida
Veja, margarida
Como é engraçada a vida
Eu daqui, você de lá
Na mesma sintonia.
Olha, margarida
As avenidas do meu jardim,
As cores secretas
E o cheiro de alecrim.
Ai, margarida
O amor apaga a rotina
Vestido de poeta
No riso da menina.
Leleco.
quarta-feira, março 17, 2010
Inutilmente
Ontem choveu
Gotas de sol
Em mim
Em nós
Em tudo.
Entre o tédio e o luto
Algo além do confuso
Anuncia inutilmente
Aquilo que não fomos.
Ah, esse amor torto
É pior parado do que tonto
E por muito pouco
Eu não acabo louco.
Leleco.
Gotas de sol
Em mim
Em nós
Em tudo.
Entre o tédio e o luto
Algo além do confuso
Anuncia inutilmente
Aquilo que não fomos.
Ah, esse amor torto
É pior parado do que tonto
E por muito pouco
Eu não acabo louco.
Leleco.
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