Agora eu existo
No verso mastigado de nenhum artista.
Alguém gira a minha vida
E tudo parece
Ovo mexido e poesia.
Da esquerda para a direita,
O relógio marca o nascimento e o fim.
Antiga repetição monótona
Da saudade em mim.
O amor feito de tempo
Atravessa o espaço até você.
Entre e além da cama
Permaneço devorando o tédio da semana.
Leleco.
quarta-feira, maio 26, 2010
sexta-feira, maio 21, 2010
Emotional Hardcore

Nada nos livros
Ou em lugar nenhum.
Tudo agora é mentira!
Afinal, o que devo entender por verdade?
Na hora certa,
Deus não suportará o silêncio dos poetas.
É melhor assim!
E que horas são?
Quanto mais eu corro risco,
Mais me afasto do perigo.
Quem se importa
Se a imbecilidade tornou-se moda?
Esqueça as minhas paranóias
E enfie no cú essa nova Geração Coca-Cola!
Leleco.
terça-feira, maio 18, 2010
Eu-líquido
A chuva nasceu no meu quintal
E molha o meu coração suburbano.
O medo treme de frio
Do amor que afogou o meu Rio.
Os retratos voltaram a sorrir
Enquanto a goteira
Pinga beijos em minha boca,
Gastando o meu silêncio
E moldando o seu corpo.
Lavei e limpei a alma
Nas águas que espalham outras águas.
A solidão escorre pelo ralo
Junto com a sujeira que navega pelo asfalto.
"Nadando contra a corrente
Só pra exercitar?"
Cazuza não sabia que nandando contra
A gente pode se encontrar.
L.Eco
E molha o meu coração suburbano.
O medo treme de frio
Do amor que afogou o meu Rio.
Os retratos voltaram a sorrir
Enquanto a goteira
Pinga beijos em minha boca,
Gastando o meu silêncio
E moldando o seu corpo.
Lavei e limpei a alma
Nas águas que espalham outras águas.
A solidão escorre pelo ralo
Junto com a sujeira que navega pelo asfalto.
"Nadando contra a corrente
Só pra exercitar?"
Cazuza não sabia que nandando contra
A gente pode se encontrar.
L.Eco
domingo, maio 16, 2010
Nem tão santa é a minha Teresa
Comecei a me arrancar
E tudo que cai não é mais antigo.
Guardo em mim essa nova flor
Crescendo em nossos netos, meu amor.
Aluguei a felicidade só pra você
Hidratar o meu coração,
Sorrindo sua tímida tinta dos lábios
E a palavra sem ser dita.
Como se algo pudesse ser dito
Além dos olhos de cachaça, chopp e choro.
Vamos vivendo assim
Entre a ausência e o que há de vir.
E descemos as nuvens de concreto
Pendurados no cometa...
Leandro ou Leleco.
E tudo que cai não é mais antigo.
Guardo em mim essa nova flor
Crescendo em nossos netos, meu amor.
Aluguei a felicidade só pra você
Hidratar o meu coração,
Sorrindo sua tímida tinta dos lábios
E a palavra sem ser dita.
Como se algo pudesse ser dito
Além dos olhos de cachaça, chopp e choro.
Vamos vivendo assim
Entre a ausência e o que há de vir.
E descemos as nuvens de concreto
Pendurados no cometa...
Leandro ou Leleco.
sexta-feira, maio 14, 2010
Na moldura (Para Leleco)

Qual é o gosto do gostoso?
Onde a sede e a fome se tornam banquete?
Invento as loucuras mais incertas
No vazio de mim.
O céu se lança ao mar desnudo
Tudo é tempo, templo, túmulo.
São os minutos moleques
Acelerando os ponteiros
Na moldura dos meus trinta e um.
O que ainda faz parte do que restou?
O silêncio de um domingo no ouvido?
O medo lento do meu nada?
Ou a dança do átomo?
Agora e na hora exata
Esse mesmo intenso imaginar.
Sempre quero mais!
Onde estou que não me encontro
Na voz do eco
Sagrado e profano
Chamado Leleco?
Leandro.
domingo, maio 09, 2010
602 só a dois
Eu sou a alegria dilatada,
O amor e seu inverso.
Esparramado na cama
Devorado pelo sexo.
Acende o desejo
E apaga o medo.
Tudo o que a gente quis
E você repetindo: "- Lê, só se vive por um triz!"
Suor e sangue entre nós
Exatamente virginais.
O sorriso e o gemido acordando o Catete
Ah, eu te amo muito pra cacete!
Leleco.
O amor e seu inverso.
Esparramado na cama
Devorado pelo sexo.
Acende o desejo
E apaga o medo.
Tudo o que a gente quis
E você repetindo: "- Lê, só se vive por um triz!"
Suor e sangue entre nós
Exatamente virginais.
O sorriso e o gemido acordando o Catete
Ah, eu te amo muito pra cacete!
Leleco.
domingo, maio 02, 2010
Um dia em Guaratiba (Para Mariana)

Eu e Ela
Vivemos de brisa,
Ardemos em brasa esse amor.
A luz nos olhos,
Olhos em mim.
A sede da saliva e cerveja
Na minha boca
Dizendo que sim mais tarde
E isso ainda não é nem a metade.
Nesse aquário,
Todo mar é nosso!
Você me jura a felicidade
Na canção ao meu ouvido
Fecho os olhos e desafio o infinito.
Cutuco o gato
E atravesso o dia
Pensando na foto, na família
Na Pedrita e no Pier.
E já é quase madrugada em Pedra de Guaratiba.
Leleco.
quinta-feira, abril 29, 2010
A Distância
Distância.
A última palavra permanece em mim
Na noite dos que nunca partiram.
O agora caminha pelo meu futuro
Molhado de estrelas.
Acordo o infinito
Para que o amor possa nascer.
Sopro de leve a poeira
Do meu coração-poesia esquecido.
Tanto faz isso ou aquilo
No nosso sorriso vadio
É apenas o silêncio
Derretido no abraço do tempo.
Leleco.
A última palavra permanece em mim
Na noite dos que nunca partiram.
O agora caminha pelo meu futuro
Molhado de estrelas.
Acordo o infinito
Para que o amor possa nascer.
Sopro de leve a poeira
Do meu coração-poesia esquecido.
Tanto faz isso ou aquilo
No nosso sorriso vadio
É apenas o silêncio
Derretido no abraço do tempo.
Leleco.
domingo, abril 25, 2010
A lucidez de Lúcifer
Acordo sempre lúcido
Na boca de Lúcifer.
Compreender não é aceitar
De onde vim ou pra onde vou.
O inglês dos ricos
É o dialeto dos pobres
Essa é a única mentira verdadeira.
De ontem até amanhã
Tudo pode ser o contrário.
Volto a ser quem eu fui
No momento da morte.
Jogue os búzios,
Leia a minha sorte!
É a velha loteria da vida:
A agonia do recém-nascido
Contra a própria sina.
Leleco.
Na boca de Lúcifer.
Compreender não é aceitar
De onde vim ou pra onde vou.
O inglês dos ricos
É o dialeto dos pobres
Essa é a única mentira verdadeira.
De ontem até amanhã
Tudo pode ser o contrário.
Volto a ser quem eu fui
No momento da morte.
Jogue os búzios,
Leia a minha sorte!
É a velha loteria da vida:
A agonia do recém-nascido
Contra a própria sina.
Leleco.
sábado, abril 24, 2010
O amor é azul e não cor do céu
O amor é azul
E não cor do céu
Mergulho em você
Ou numa chuva qualquer.
O tempo marca o silêncio no olhar
Tudo é vontade
Na imensa saudade do beijo.
Risco o ar
E quase me esqueço
Do verbo que inventei
Pra te conquistar.
Uma pedra e uma ilha,
Uma estrela em cada corpo
E o que escolhemos para um mundo só nosso.
Sempre,
A vida se renova.
Leleco.
E não cor do céu
Mergulho em você
Ou numa chuva qualquer.
O tempo marca o silêncio no olhar
Tudo é vontade
Na imensa saudade do beijo.
Risco o ar
E quase me esqueço
Do verbo que inventei
Pra te conquistar.
Uma pedra e uma ilha,
Uma estrela em cada corpo
E o que escolhemos para um mundo só nosso.
Sempre,
A vida se renova.
Leleco.
sexta-feira, abril 16, 2010
Um dia branco
O amor se abre
Vestido de branco em algum banco
Ou no olhar de soluço
Enquanto gira o mundo.
A moça que passa
Canta baixinho White Stripes
E deixa pingar sorrisos
Sonhando com o seu "anjo".
Pintou as unhas de céu
Pra não se atrasar na volta.
A noite embranqueceu o dia
E desejou o meu beijo no beijo seu.
Leleco.
Vestido de branco em algum banco
Ou no olhar de soluço
Enquanto gira o mundo.
A moça que passa
Canta baixinho White Stripes
E deixa pingar sorrisos
Sonhando com o seu "anjo".
Pintou as unhas de céu
Pra não se atrasar na volta.
A noite embranqueceu o dia
E desejou o meu beijo no beijo seu.
Leleco.
quarta-feira, abril 14, 2010
Do Esquecimento
Tudo começa por nada
A mentira e a verdade
E reconheço o que sinto
Quando a vida cobra os seus riscos.
Faltas e defeitos do novo
No olhar de meu espelho.
Estico palavras no ar seco
E desconfio de mim.
Três vezes duvidei da certeza
Com a melancolia dos imortais.
Arranhei pesadelos
Em amores sonhados reais.
O adeus pertence a quem?
Enxugo o suor de minha voz
E atravesso o invisível
Sem pensar em nós.
Leleco.
A mentira e a verdade
E reconheço o que sinto
Quando a vida cobra os seus riscos.
Faltas e defeitos do novo
No olhar de meu espelho.
Estico palavras no ar seco
E desconfio de mim.
Três vezes duvidei da certeza
Com a melancolia dos imortais.
Arranhei pesadelos
Em amores sonhados reais.
O adeus pertence a quem?
Enxugo o suor de minha voz
E atravesso o invisível
Sem pensar em nós.
Leleco.
sábado, abril 10, 2010
Love me do
Vem pra mim
Com estrela no pulso,
Primavera nas mãos
E encontre em mim
Aquilo que procura.
Derreta esse medo amargo
Navegar é preciso!
Leve o meu sorriso
E deixe seus suspiros.
A notícia já espalhou de rua em rua:
"Ela ama um desconhecido".
Minha distância na sua
Acendendo o infinito.
Ah, é uma velha canção dos Beatles.
Leleco.
Com estrela no pulso,
Primavera nas mãos
E encontre em mim
Aquilo que procura.
Derreta esse medo amargo
Navegar é preciso!
Leve o meu sorriso
E deixe seus suspiros.
A notícia já espalhou de rua em rua:
"Ela ama um desconhecido".
Minha distância na sua
Acendendo o infinito.
Ah, é uma velha canção dos Beatles.
Leleco.
Biruta (Para F.)
Bebeu a birita
E ficou biruta.
Achou que podia voar
E esqueceu que chão não é mar.
Vermelho vinho proibido
Esparramado no azulejo
Um gosto de vazio
E a cabeça rachada no espelho.
Acendeu um cigarro
E quase chorou.
Prometeu nunca mais misturar
Vodka com estabilizante de humor.
Leleco.
E ficou biruta.
Achou que podia voar
E esqueceu que chão não é mar.
Vermelho vinho proibido
Esparramado no azulejo
Um gosto de vazio
E a cabeça rachada no espelho.
Acendeu um cigarro
E quase chorou.
Prometeu nunca mais misturar
Vodka com estabilizante de humor.
Leleco.
quinta-feira, abril 08, 2010
Interditado

Algumas horas depois,
O tempo recomeça.
Cheio de sono, sal e sorriso.
Todo mundo lembra que esqueceu
A chuva, choro e ruído.
Armadura ou armação
Aquilo que invento?
Amores e misérias
Nos boatos que espalham-se ao vento.
Eu grito pedaços de vidas coloridas
Na distância desse amor impraticável.
A cidade dorme seus vícios
Em você tão indecifrável.
Agora vou somar silêncio
Nesse apartamento.
O vazio repetição
Onde interditaram meus sentimentos.
Leleco.
quinta-feira, abril 01, 2010
Margarida
Veja, margarida
Como é engraçada a vida
Eu daqui, você de lá
Na mesma sintonia.
Olha, margarida
As avenidas do meu jardim,
As cores secretas
E o cheiro de alecrim.
Ai, margarida
O amor apaga a rotina
Vestido de poeta
No riso da menina.
Leleco.
quarta-feira, março 17, 2010
Inutilmente
Ontem choveu
Gotas de sol
Em mim
Em nós
Em tudo.
Entre o tédio e o luto
Algo além do confuso
Anuncia inutilmente
Aquilo que não fomos.
Ah, esse amor torto
É pior parado do que tonto
E por muito pouco
Eu não acabo louco.
Leleco.
Gotas de sol
Em mim
Em nós
Em tudo.
Entre o tédio e o luto
Algo além do confuso
Anuncia inutilmente
Aquilo que não fomos.
Ah, esse amor torto
É pior parado do que tonto
E por muito pouco
Eu não acabo louco.
Leleco.
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Socorro
Socorro!
Só corro em repouso.
Desvio do soco
Nú ou vestido de noivo?
De novo
A fumaça se transformou em sonho
Sorriu dentes de ouro
E arrepiou os ossos.
Tanto faz gêmeos, virgem ou capricórnio
O importante é o fogo.
Porque o resto eu resolvo
E levo a saudade no bolso.
Leleco.
Só corro em repouso.
Desvio do soco
Nú ou vestido de noivo?
De novo
A fumaça se transformou em sonho
Sorriu dentes de ouro
E arrepiou os ossos.
Tanto faz gêmeos, virgem ou capricórnio
O importante é o fogo.
Porque o resto eu resolvo
E levo a saudade no bolso.
Leleco.
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Simpatia nem sempre é amor

Cortou com os dentes
O fim da minha linha.
Prendeu a cor
Em meus delírios.
Tropeçou pelos becos e botecos
As minhas poesias
E quase chorou minhas mentiras.
Bastava ser outro naquele carnaval
Ao sorrir de leve
Num calor de quarenta graus
Fantasiado de febre
Pra alguém se queimar.
Assassinou os minutos
Em minha barba
Tão falhada quanto seus esmaltes
E ainda assim
Fingiu ser minha máscara.
Roeu o meu sono
Antes do relógio marcar às três.
Falou sobre Madame Satã
E beijo sem sabor.
Foi embora e sussurrou:
"-Simpatia nem sempre é amor".
Leleco.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Envelhecer é engordar a morte!
Algumas palavras e um trago
Pra ver o estrago
Que restou em mim.
Pelo chão do nunca mais
Dormem caminhos
E cospem ancestrais.
Ignoro o além céu
E ainda sou eu
Nas horas que morro em sua vida.
Todas as partidas sem chegadas
Plantadas sobre o silêncio
De minha rebeldia.
Sinto saudades
Do tempo que fui lembrança,
Envelhecendo a infância
E inventando a eternidade.
Leleco.
Pra ver o estrago
Que restou em mim.
Pelo chão do nunca mais
Dormem caminhos
E cospem ancestrais.
Ignoro o além céu
E ainda sou eu
Nas horas que morro em sua vida.
Todas as partidas sem chegadas
Plantadas sobre o silêncio
De minha rebeldia.
Sinto saudades
Do tempo que fui lembrança,
Envelhecendo a infância
E inventando a eternidade.
Leleco.
Assinar:
Postagens (Atom)