Ontem choveu
Gotas de sol
Em mim
Em nós
Em tudo.
Entre o tédio e o luto
Algo além do confuso
Anuncia inutilmente
Aquilo que não fomos.
Ah, esse amor torto
É pior parado do que tonto
E por muito pouco
Eu não acabo louco.
Leleco.
quarta-feira, março 17, 2010
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Socorro
Socorro!
Só corro em repouso.
Desvio do soco
Nú ou vestido de noivo?
De novo
A fumaça se transformou em sonho
Sorriu dentes de ouro
E arrepiou os ossos.
Tanto faz gêmeos, virgem ou capricórnio
O importante é o fogo.
Porque o resto eu resolvo
E levo a saudade no bolso.
Leleco.
Só corro em repouso.
Desvio do soco
Nú ou vestido de noivo?
De novo
A fumaça se transformou em sonho
Sorriu dentes de ouro
E arrepiou os ossos.
Tanto faz gêmeos, virgem ou capricórnio
O importante é o fogo.
Porque o resto eu resolvo
E levo a saudade no bolso.
Leleco.
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Simpatia nem sempre é amor

Cortou com os dentes
O fim da minha linha.
Prendeu a cor
Em meus delírios.
Tropeçou pelos becos e botecos
As minhas poesias
E quase chorou minhas mentiras.
Bastava ser outro naquele carnaval
Ao sorrir de leve
Num calor de quarenta graus
Fantasiado de febre
Pra alguém se queimar.
Assassinou os minutos
Em minha barba
Tão falhada quanto seus esmaltes
E ainda assim
Fingiu ser minha máscara.
Roeu o meu sono
Antes do relógio marcar às três.
Falou sobre Madame Satã
E beijo sem sabor.
Foi embora e sussurrou:
"-Simpatia nem sempre é amor".
Leleco.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Envelhecer é engordar a morte!
Algumas palavras e um trago
Pra ver o estrago
Que restou em mim.
Pelo chão do nunca mais
Dormem caminhos
E cospem ancestrais.
Ignoro o além céu
E ainda sou eu
Nas horas que morro em sua vida.
Todas as partidas sem chegadas
Plantadas sobre o silêncio
De minha rebeldia.
Sinto saudades
Do tempo que fui lembrança,
Envelhecendo a infância
E inventando a eternidade.
Leleco.
Pra ver o estrago
Que restou em mim.
Pelo chão do nunca mais
Dormem caminhos
E cospem ancestrais.
Ignoro o além céu
E ainda sou eu
Nas horas que morro em sua vida.
Todas as partidas sem chegadas
Plantadas sobre o silêncio
De minha rebeldia.
Sinto saudades
Do tempo que fui lembrança,
Envelhecendo a infância
E inventando a eternidade.
Leleco.
sexta-feira, outubro 23, 2009
Devolva-me ao mar!
Vou lançar um laço de fita
Tudo que é sólido desmancha no ar.
Em cada sopro do universo
Sempre vide o verso.
Aquilo que ainda escrevo
Talvez já tenha sido escrito
Além do céu frio
Das ruas do meu Rio.
Deixa correr a noite
No champagne que você derramou
E molhou o nosso mundo.
Estranho batismo do verbo amar...
Devolva-me ao mar!
Leleco.
Tudo que é sólido desmancha no ar.
Em cada sopro do universo
Sempre vide o verso.
Aquilo que ainda escrevo
Talvez já tenha sido escrito
Além do céu frio
Das ruas do meu Rio.
Deixa correr a noite
No champagne que você derramou
E molhou o nosso mundo.
Estranho batismo do verbo amar...
Devolva-me ao mar!
Leleco.
terça-feira, outubro 20, 2009
De Rimbaud à Timóteo

Um livro de Rimbaud
Rímel e batom
Foi tudo o que restou.
Também sou o outro só
Que recolhe almas
Com sorriso indeciso.
Risco o espelho e vejo dois
Há nuvem e neve
Nesse andar esquisito.
Chaplin me daria razão?
Sopra a vida e sopra a morte
Algumas doses de scoth
Adianto o relógio em uma hora
E volto na chuva cantando Agnaldo Timóteo.
Leleco.
segunda-feira, setembro 21, 2009
Mastigando Vozes
Acordei mastigando vozes
Nada parecia ter mudado.
Arrastei pijama pela casa
E alimentei o gato.
Mordi o dente com raiva
Ao devorar distâncias.
Há cores molhando nossa saudade
Sei que vivo e que morro em sua boca
E de teus cabelos escorrerá o dia...
Leleco.
Nada parecia ter mudado.
Arrastei pijama pela casa
E alimentei o gato.
Mordi o dente com raiva
Ao devorar distâncias.
Há cores molhando nossa saudade
Sei que vivo e que morro em sua boca
E de teus cabelos escorrerá o dia...
Leleco.
quarta-feira, agosto 26, 2009
Adeus da Rosa
quinta-feira, agosto 20, 2009
Alface
Do outro lado da poça
A moça desafia o mundo
Combinando batom vermelho e óculos escuros.
Naquela cidade
Todos arrastam insanidade
De um bem para tantos esquecidos
Em retalhos de um dia frio.
Uma canção no sofá de nós mesmos
E antes que o tempo acabe
"- Vamos viver só de alface!"
Leleco.
A moça desafia o mundo
Combinando batom vermelho e óculos escuros.
Naquela cidade
Todos arrastam insanidade
De um bem para tantos esquecidos
Em retalhos de um dia frio.
Uma canção no sofá de nós mesmos
E antes que o tempo acabe
"- Vamos viver só de alface!"
Leleco.
quinta-feira, julho 30, 2009
Mosaico
quarta-feira, julho 15, 2009
A Tomada

Desligo o passado da tomada
No fim da fila,
O impossível recomeça.
A cada qual, seus riscos
Rabisco pelo chão do nunca mais
O agora na hora exata.
Acendo a palha do cigarro,
Esse é o meu jeito de sentir
A pólvora disfarçada na fumaça.
Felicidade alugada
No canto da vida que passa.
Nas esquinas que me esperam
Ou nesse céu de remendos
Sou feito de nada, tudo
E do sangue dos moribundos.
Leleco.
No fim da fila,
O impossível recomeça.
A cada qual, seus riscos
Rabisco pelo chão do nunca mais
O agora na hora exata.
Acendo a palha do cigarro,
Esse é o meu jeito de sentir
A pólvora disfarçada na fumaça.
Felicidade alugada
No canto da vida que passa.
Nas esquinas que me esperam
Ou nesse céu de remendos
Sou feito de nada, tudo
E do sangue dos moribundos.
Leleco.
segunda-feira, junho 29, 2009
Incolor
Do nosso lado
Todo amor é incolor.
E amanhã seremos talvez
O nunca e o sempre.
Impensados passos
Em doidas calçadas.
Morro em tua garganta
No grito que você não deu.
Aposto a sua incerteza
Contra o meu desespero
E o que sobra é esse gosto de vazio
De um dia cinzento.
Leleco.
Todo amor é incolor.
E amanhã seremos talvez
O nunca e o sempre.
Impensados passos
Em doidas calçadas.
Morro em tua garganta
No grito que você não deu.
Aposto a sua incerteza
Contra o meu desespero
E o que sobra é esse gosto de vazio
De um dia cinzento.
Leleco.
segunda-feira, maio 11, 2009
Roda-Gigante

Eu quero nuvens,
Febre e fuligem
Regressar à própria origem.
Ver a verdade além do escudo,
Ser o trapezista do meu mundo.
Não há deuses pra te consolar
Só restou a chuva fria
Eu improviso uma velha canção
Entre Drummond e Caymmi.
Onde perdi os meus demônios?
Esquinas que já não sinto,
Vida que me alimenta
De cerveja e veneno.
Olha o tempo
Envelhecendo o nosso amor e a nossa morte
Roda-gigante e roda a cabeça
No meio desse show de Rock.
Leleco.
quarta-feira, abril 29, 2009
Fotografia
Recorto o vazio
Morro com os dias
Piso na poça
Água que o vento traz.
Céu sem sol
Sombra de sal
A curva na despedida
O beijo entre duas meninas.
O último dia do mundo
Praia longe do mar
A fotografia que você não revelou
Sopra o que eu fui e devora o que sou.
Leleco.
Morro com os dias
Piso na poça
Água que o vento traz.
Céu sem sol
Sombra de sal
A curva na despedida
O beijo entre duas meninas.
O último dia do mundo
Praia longe do mar
A fotografia que você não revelou
Sopra o que eu fui e devora o que sou.
Leleco.
sexta-feira, abril 24, 2009
Contrabando
Vem, vamos embora
Contrabandear aventuras
Em sonhos vadios.
Embriagar passos que esqueço
Enquanto canto canções que invento.
Quero beijos na vidraça,
Quero o mudo e suas palavras
O vento traz a falta
Sobre a hora que não passa.
Três séculos de espera
E ainda é véspera de existir
Morro na emboscada da rede
E acordo em ti.
Leleco.
Contrabandear aventuras
Em sonhos vadios.
Embriagar passos que esqueço
Enquanto canto canções que invento.
Quero beijos na vidraça,
Quero o mudo e suas palavras
O vento traz a falta
Sobre a hora que não passa.
Três séculos de espera
E ainda é véspera de existir
Morro na emboscada da rede
E acordo em ti.
Leleco.
quarta-feira, abril 22, 2009
Paleolítico
O caso mais difícil
A certeza do desconhecido
O efeito do meu vício
Vampiros que se alimentam de livros.
Toda dúvida mata!
Ao diabo com os erros.
Despedaço o vazio
E abandono a estrada.
É preciso ouvir as vogais
Quando todo mundo diz a mesma coisa
Assim vivo há dois mil anos.
Descubro o que se é
Antes de completar trinta.
Por excesso ou desvio
A minha poesia permanece extinta.
Leleco.
A certeza do desconhecido
O efeito do meu vício
Vampiros que se alimentam de livros.
Toda dúvida mata!
Ao diabo com os erros.
Despedaço o vazio
E abandono a estrada.
É preciso ouvir as vogais
Quando todo mundo diz a mesma coisa
Assim vivo há dois mil anos.
Descubro o que se é
Antes de completar trinta.
Por excesso ou desvio
A minha poesia permanece extinta.
Leleco.
terça-feira, janeiro 13, 2009
terça-feira, dezembro 16, 2008
Mil, Mal e Meu Amor
Eu e Ela
Opostos idênticos
De nada a tudo
Em menos de um segundo.
Quero mil, mal e meu amor
Dessa vez pra ficar
Nos quatro cantos de mim,
Nas três letras do sim.
Delicadeza deliciosa
Nas manhãs que descubro o que somos
E somos o que reinventamos
A cada ano.
O infinito terminou
Quando apenas começou.
E posso dizer aos meus netos
Que eu conheci o amor.
Leleco. (Para Débora)
Opostos idênticos
De nada a tudo
Em menos de um segundo.
Quero mil, mal e meu amor
Dessa vez pra ficar
Nos quatro cantos de mim,
Nas três letras do sim.
Delicadeza deliciosa
Nas manhãs que descubro o que somos
E somos o que reinventamos
A cada ano.
O infinito terminou
Quando apenas começou.
E posso dizer aos meus netos
Que eu conheci o amor.
Leleco. (Para Débora)
Dezembro
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Sopa de Letrinhas

Duvido
Divido
Areia e vidro.
Universo
Todo agora
Nesse único e velho verso.
Volto ao zero
Vida e verbo
Um vento vadio
No meio da fila
Só para o amor continuar enlouquecido.
Um chorar de riso
Em seu beijo mordido
Palavras medidas
Sobre os pés da bailarina.
Num apartamento
Alguém assiste TV
Eu e você
Decorando o Kama Sutra
De A à Z.
Leleco. (Para Débora)
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