O amor
É um acidente contínuo
A me virar pelo avesso.
Leleco.
segunda-feira, agosto 04, 2014
quinta-feira, maio 08, 2014
Nota de Falecimento II
Leleco, que estudou para ser musicoterapeuta e depois virou psicólogo, que nasceu em Belo Horizonte e claro virou poeta, que morou no Rio de Janeiro, que usou cabelo curto e comprido, que aprendeu a amar como quase todos nós, que conheceu a loucura, que se alegrou e se entristeceu, que já bebeu cerveja e viu passar aviões e helicópteros, que se perguntou onde andariam Fernando, Léo e Alexandre, que completou o álbum de figurinhas da Copa União 87, que às vezes cansado e às vezes não, que trabalhou 60 horas por semana, que torceu a ponta do bigode, que escreveu uns versos, que cantou canções, que fumou cigarros, que dançou em bares, que esqueceu o tempo, que acordou em outras camas, que colecionou selos, que nunca recebeu cartas, que pensou em suicídio no verão de 2008, que vomitou em banheiros sujos e que espera o nascimento de sua filha como se começasse a viver agora.
Leleco.
Leleco.
domingo, abril 20, 2014
A vida vai te dar histórias
Amareladas ou não pelo tempo.
A vida vai te dar amores e desamores
Que você vai lembrar ou esquecer
Pelo resto dos seus dias.
A vida vai te dar uma porrada de contas, cólicas, supermercados e bares.
A vida vai te dar gozadas, brochadas, "a culpa não é sua!" ou "vamos deixar rolar!".
A vida vai te dar códigos, acasos, boletos e pedágios.
A vida vai te dar um filho, sorrisos, fraldas
E responsabilidades que nunca imaginou.
A vida vai te dar paisagens incríveis
E a emoção de ver o seu time campeão.
A vida vai te dar canções inesquecíveis, poesia e putaria.
A vida vai te dar ressacas, festas e beijos intermináveis.
A vida vai te dar banho de cachoeira, vento no cabelo e a solidão do medo.
A vida vai te dar uma velhice, sonhos perdidos e uma lápide.
A vida vai te dar a minha vida
Presa em seus cílios
Minha filha, Cecília.
Leleco.
Amareladas ou não pelo tempo.
A vida vai te dar amores e desamores
Que você vai lembrar ou esquecer
Pelo resto dos seus dias.
A vida vai te dar uma porrada de contas, cólicas, supermercados e bares.
A vida vai te dar gozadas, brochadas, "a culpa não é sua!" ou "vamos deixar rolar!".
A vida vai te dar códigos, acasos, boletos e pedágios.
A vida vai te dar um filho, sorrisos, fraldas
E responsabilidades que nunca imaginou.
A vida vai te dar paisagens incríveis
E a emoção de ver o seu time campeão.
A vida vai te dar canções inesquecíveis, poesia e putaria.
A vida vai te dar ressacas, festas e beijos intermináveis.
A vida vai te dar banho de cachoeira, vento no cabelo e a solidão do medo.
A vida vai te dar uma velhice, sonhos perdidos e uma lápide.
A vida vai te dar a minha vida
Presa em seus cílios
Minha filha, Cecília.
Leleco.
quinta-feira, abril 03, 2014
quinta-feira, março 06, 2014
sábado, março 01, 2014
quinta-feira, fevereiro 20, 2014
segunda-feira, fevereiro 17, 2014
quinta-feira, fevereiro 06, 2014
terça-feira, janeiro 21, 2014
sexta-feira, dezembro 06, 2013
sexta-feira, novembro 22, 2013
sexta-feira, novembro 15, 2013
quinta-feira, novembro 14, 2013
domingo, novembro 10, 2013
segunda-feira, novembro 04, 2013
segunda-feira, outubro 28, 2013
quinta-feira, outubro 24, 2013
O sal da saudade
Saudade é uma invenção pra nada
A náusea ser de Sartre
A fúria pornô juvenil
Grafiti, gravetos, gravatas
Gravados no peito papel
Poesia do exilado
Deitado em berço esplêndido
Eu posso ou eu passo?
Amor-Quixote, desejo Sancho Pança
Intimidando o intermediário
Dizendo coisas novas
E o vento levou e ninguém duvida
A Divina Comédia do meu drama
Alighieri sorrindo seus Dantes cariados
Há dias em que penso ser sua saudade
Talvez, a minha própria caridade
Pregos, pragas e fórmulas mágicas
Em meus elitismos etílicos
No seu catolicismo retrógrado-pau-no-cú-pós-punk
Você não perde por esperar!
Sem antes nem depois
Toda a incapacidade de sermos tudo o que bem quisermos
A saudade é um uivo Ney Matogrosso.
Leleco.
A náusea ser de Sartre
A fúria pornô juvenil
Grafiti, gravetos, gravatas
Gravados no peito papel
Poesia do exilado
Deitado em berço esplêndido
Eu posso ou eu passo?
Amor-Quixote, desejo Sancho Pança
Intimidando o intermediário
Dizendo coisas novas
E o vento levou e ninguém duvida
A Divina Comédia do meu drama
Alighieri sorrindo seus Dantes cariados
Há dias em que penso ser sua saudade
Talvez, a minha própria caridade
Pregos, pragas e fórmulas mágicas
Em meus elitismos etílicos
No seu catolicismo retrógrado-pau-no-cú-pós-punk
Você não perde por esperar!
Sem antes nem depois
Toda a incapacidade de sermos tudo o que bem quisermos
A saudade é um uivo Ney Matogrosso.
Leleco.
quinta-feira, outubro 10, 2013
quarta-feira, outubro 02, 2013
segunda-feira, setembro 30, 2013
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