domingo, abril 20, 2014

Na existência terrível do infinito
Ou no tédio de domingo
Sou seu sim
Nem tão são.

Leleco.

quinta-feira, abril 03, 2014

Naquele abraço
Um adeus
Que nunca mais.

Leleco.
A saudade não é mera questão
De maiúsculas
Ou minúsculas.

Leleco.
Como quem não quer nada
A vida não passa
De uma piada.

Leleco.
E eu já não sei
Se é jogo
Ou se vida.

Leleco.
Meu corpo é refúgio
Desse espírito
Confuso.

Leleco.

sábado, março 08, 2014

Asa
Finge que voa
Pra perto da minha cama.

Leleco.
Na sua batalha
Eu sou
O fio da navalha.

Leleco.
Eu não sou hiena
Para rir alto
De qualquer hiato.

Leleco.
Eu e você
Nesse Karmaval
Fora de época.

Leleco.
Tudo combinado
Caso contrário,
Eu caso.

Leleco.

quinta-feira, março 06, 2014

Hoje não chegam notícias
Lâmpada queimada no meio do tijolo
E eu preciso tanto do seu colo.

Leleco.
Há dias em que tento
Ser sua única palavra
Antes que nos falte o tempo.

Leleco.
Sabe aquele troço
Que eu disse
Que era só nosso?

Continua aqui
Mesmo longe
Perto de mim.

Leleco.
Confessa sem pensar
Que faço o seu coração
Disparar.

Leleco.
Cansou de engolir enganos
Antes dos seus
Trinta anos.

Leleco.
Acordei com a falta
Era uma falta aguada
Um pouco barrenta e um tanto benta.

Leleco.

sábado, março 01, 2014

Que assim seja
Esgrima de pernas
Embaixo da mesa.

Leleco.
Se ela quer
E eu também quero
O que falta, Querubim?

Leleco.
Vide o verso
Ou então
Revide.

Leleco.
Confunde o sorriso
         Ou
Corre o risco?

Leleco.
Ainda é verão.

Escondo a tua sombra na minha mão.

Leleco.
Lábios e signos
Sem pressa
E esse verme louco da vontade.

Que comece a nossa festa!

Leleco.
Não tenha medo
É só pra você
Que eu escrevo.

Leleco.
Ainda me safarei
Desse imenso
Safari.

Leleco.
Ah, amor...
Quanta tortura
Saudade não é literatura.

Leleco.

Era um peixe grelhado
Um namorado
Fisgado pelo seu menu.

Leleco.
Eu fico aqui inventando sua demora
Que não chega
Quando chega.

Leleco.
Deixa eu contar um segredo:
Se você quiser
Eu não tenho medo.

Leleco.
Chega de conselho!
Eu quero a minha boca
No seu batom vermelho.

Leleco.
Na escuridão da insônia
Lanterna sem pilha
Devolva o meu sono, Maria Bonita!

Leleco.

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

O amor é esse
Anzol exausto
Na piscina.

Leleco.
Eu ainda digo
Aquilo tudo
Que não me Dylan.

Leleco.
Me leve
Do seu jeito
Heavy leve.

Leleco.
A saudade despencou
E quebrou
Cinco estrelas.

Leleco.
Esqueci sem querer
Os meus olhos
Em cima de você.

Leleco.
Suas inconfissões
Em minha
Insônia.

Leleco.

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Das coisas que me tiram o sono
Só não me livro
Do pernilongo.

Leleco.
O amor é essa mentira
Que me tira
Da verdade relativa.

Leleco.
Alvo inútil
Invadindo a seta
Sou coisa ou poeta?

Leleco.
Minha razão
E minha culpa
Nunca andaram juntas.

Leleco.
Coração pequeno
Contendo calado
Uma enorme galáxia.

Leleco.

sábado, fevereiro 15, 2014

Minha alegria
Em suas
Cheganças.

Sua partida
Em minhas
Andanças.

Leleco.

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Dos delírios
Flor de Lírio
Nos cílios
Cecília.

Leleco.

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Quando tudo é poema
Bigodes
São antenas.

Leleco.
Invejo
Os seus
Invernos.

Leleco.

sábado, janeiro 25, 2014

E você querendo alegria
No meu carnaval
Sem alegoria?

Leleco.

terça-feira, janeiro 21, 2014

As aparências desenganam
E vidente também erra
Aquilo que sou lembra o que eu não era?

Leleco.

quinta-feira, dezembro 26, 2013

Isso eu nego!
É tudo culpa
Do meu alter ego.

Leleco.
Antes quando não existe
O depois
Insiste.

Leleco.
Quem diria
Sua solidão
Na minha teoria.

Leleco.

sexta-feira, dezembro 06, 2013

O seu olhar
Medusa
No meu hipotenusa.

Leleco.
Outro dia parecia que era hoje
E nesse dia lembrei de ontem
Onde é que o tempo se esconde?

Leleco.

sexta-feira, novembro 22, 2013

A sua gula por vírgula
Devora até
O meu ponto final.

Leleco.
Acordei dentro e estava fora
Só que quando estou fora
Pareço mais dentro.

Leleco.
Mar é
Mito
Em outros maremotos.

Leleco.

sábado, novembro 16, 2013

Mais relacionamentos
Entre tantos
Relaciona menos.

Leleco.

sexta-feira, novembro 15, 2013

Devolva
O lado de dentro
Da minha alma.

Leleco.
No telefone mudo
A saudade
De tudo.

Leleco.
O que vive entre nós
Reclamou
De solidão.

Leleco.

quinta-feira, novembro 14, 2013

Entre o agora
E o daqui a pouco
O silêncio de uma flor.

Leleco.
Por que sempre prezo
Aquilo que você
Despreza?

Leleco.
Conservo
A última
Conversa.

Leleco.
Ainda mar afogo
O que morro mal
Aqui.

Leleco.

domingo, novembro 10, 2013

Ela sempre aflita
Pelo gosto doce
Da minha mordida.

Leleco.
Sou eu quem sumo
Ou cada um é que se esconde
No seu casulo?

Leleco.

segunda-feira, novembro 04, 2013

Na falta de afeto
Quase tudo
Afeta.

Leleco.
Saudade
Palavra que aperta o peito
Ou só eu tenho esse defeito?

Leleco.

segunda-feira, outubro 28, 2013

Perfume Calvin Klein
Pra exalar sua solidão
Offline.

Leleco.

Tantos outros
E agora
São poucos.

Leleco.
Cego amor
Não
Te muda.

Leleco.
Sinto o cinto
Apertar o que minto
E não o que sinto.

Leleco.

quinta-feira, outubro 24, 2013

O sal da saudade

Saudade é uma invenção pra nada
A náusea ser de Sartre
A fúria pornô juvenil
Grafiti, gravetos, gravatas
Gravados no peito papel
Poesia do exilado
Deitado em berço esplêndido
Eu posso ou eu passo?
Amor-Quixote, desejo Sancho Pança
Intimidando o intermediário
Dizendo coisas novas
E o vento levou e ninguém duvida
A Divina Comédia do meu drama
Alighieri sorrindo seus Dantes cariados
Há dias em que penso ser sua saudade
Talvez, a minha própria caridade
Pregos, pragas e fórmulas mágicas
Em meus elitismos etílicos
No seu catolicismo retrógrado-pau-no-cú-pós-punk
Você não perde por esperar!
Sem antes nem depois
Toda a incapacidade de sermos tudo o que bem quisermos
A saudade é um uivo Ney Matogrosso.

Leleco.
Entre nós
Gira a pomba
Ou o sol?

Leleco.
Tão veredas
Esse grande ser
Em vão.

Leleco.
Risco o resto
E arrisco
O rumo.

Leleco.
Sempre sopro
Sua sombra
Quando sobra a sarjeta.

Leleco.
Em mim
As suas
Costas nuas.

Leleco.

quinta-feira, outubro 17, 2013

Na mete minto
Quando esqueço
Que sobre-vivo.

Leleco.
Ontem
Distante
Tempo
Gestante.

Leleco.

quinta-feira, outubro 10, 2013

Bemol ou sustenido
Meio tom abaixo
Tudo faz sentido.

Leleco.
Cubro o culto
E descubro
O oculto.

Leleco.
Na memória
A calma
Dessa solidão funerária.

Leleco.
Viver
Nesse mundo
Não é tudo.

Leleco.

domingo, outubro 06, 2013

Era meu
O que não era
Em mim?

Leleco.
Nem fita
Nem fato
Saudade é uma caixa de sapato.

Leleco.

quarta-feira, outubro 02, 2013

É o cúmulo
A gente mal sai da placenta
E já caminha para o túmulo.

Leleco.
O sapo incerto
Preferiu recusar
Os insetos.

Leleco.

segunda-feira, setembro 30, 2013

Espirro
E jaz
Um delírio.

Leleco.
Parece piada
O eu e não-eu
Não querem dizer mais nada.

Leleco.
Repete
Aquilo que invento
Quando se inverte.

Leleco.

domingo, setembro 22, 2013

Tudo que nada
Anzol
Pesca a falta.

Leleco.
Só cai
Quem arrisca
Haicais.

Leleco.
Tempo
Tamborim
Atravessado em mim.

Leleco.

domingo, setembro 15, 2013

Horas atrás
A doença
Assustou até o Satanás.

Leleco.

domingo, setembro 08, 2013

Mudo
O mundo
E não mudo.

Leleco.
Essa fome que nos
Con
Some.

Leleco.
Meio dia
Pode ser
Um dia meio.

Leleco.

terça-feira, setembro 03, 2013

Conjuntivite
Convida o dia
A ter sol.

Leleco.
Verbo seco
No ventre
Do vento lento.

Leleco.